Domingo, 14 de Dezembro de 2008

 

Reprodução sexuada

 

- Reprodução assexuada: ocorre quando um indivíduo se reproduz sem a união de gâmetas e está, geralmente associada à mitose.

 

Está dependente da fecundação

- União de duas células especializadas, denominadas gâmetas (haplóides – possuem apenas metade do número normal de cromossomas da espécie) – n

- Durante a fecundação ocorre a fusão dos gâmetas, o que dá origem ao ovo ou zigoto (diplóide – possui o número normal de cromossomas da espécie) – 2n

 

 Meiose e fecundação:

 

Meiose – processo de divisão celular a partir do qual uma célula diplóide (2n) origina quatro células haplóides (n) _ as células filhas

apresentam metade do número de cromossomas da célula-mãe.

- Consiste em duas divisões sucessivas

- Divisão I: nesta divisão, um núcleo diplóide (2n) origina dois núcleos haplóides (n).

- Divisão II: nesta divisão ocorre a separação de cromatídeos, obtendo-se assim, quatro núcleos haplóides (n), cujos cromossomas são constituídos por um cromatídeo.

As duas divisões nucleares que ocorrem durante a meiose são precedidas de uma única replicação do DNA. Durante o período S, os cromossomas duplicam, passando a apresentar dois cromatídeos unidos pelo centrómero.

 

Divisão I da Meiose

 

Prófáse: É a fase mais longa da meiose.

 

- No início desta fase, o núcleo aumenta de volume.

- Os cromossomas sofrem uma espiralização, a qual faz com que se tornem mais grossos, curtos e visíveis.

- Os cromossomas homólogos (têm o mesmo tamanho, forma e possuem os mesmos genes que informam para os mesmos caracteres, isto é, são responsáveis pelas mesmas características) emparelham, num processo designado sinapse

- Estes pares de cromossomas chamam-se díadas cromossómicas ou bivalentes

- Depois da sinapse, começam a visualizar-se dois cromatídeos em cada cromossoma dos bivalentes

- Quando os bivalentes apresentam os quatro cromatídeos bem individualizados, este conjunto designa-se tétrada cromatídica

- Entre os cromatídeos das tétradas cromatídicas ocorrem sobrecruzamentos em vários pontos

- Os pontos de contacto chamam-se quiasmas ou pontos de quiasma

-Nos pontos de quiasma pode ocorrer troca de informação genética, isto é, quebras e trocas de segmentos entre cromatídeos de cromossomas homólogos

- Este fenómeno designa-se sobrecruzamento ou crossing-over

- No final da profase I, a membrana nuclear e o nucléolo desorganizam-se progressivamente

Nas células animais, os centríolos dividem-se e colocam-se em pólos opostos, a partir dos quais se forma o fuso acromático.

Finalmente, as díadas cromossómicas deslocam-se para a zona equatorial do fuso.

 

Metafáse I

- Os cromossomas homólogos de cada bivalente dispõem-se aleatoriamente na placa equatorial, equidistantes dos pólos e presos

pelos centrómeros às fibras do fuso acromático

- São os pontos de quiasma que se localizam no plano equatorial do fuso acromático

 

Anafáse I

- Os cromossomas homólogos separam-se aleatoriamente (redução cromática) e afastam-se para pólos opostos

- Ascensão polar devido à retracção das fibras do fuso acromático

- Cada um dos dois conjuntos cromossómicos que se separam e ascendem aos pólos, para além de serem constituídos por metade do número de cromossomas, possuem informações genéticas diferentes.

- Contribui para a variabilidade genética dos novos núcleos que se irão formar

 

Telofáse I

- Os cromossomas, após chegarem aos pólos, começam a sua desespiralização, tornando-se finos e longos

 - Desorganiza-se o fuso acromático e diferenciam-se os nucléolos e as membranas nucleares, formando-se dois núcleos haplóides (n)

- Em certas células, ocorre citocinese, originando-se, assim, duas células-filhas.

- Ou iniciam imediatamente a divisão II da meiose, ou iniciam-se após uma interfase curta

 

 

 Divisão II da meiose:

 

 Profáse II

- Os cromossomas com dois cromatídeos condensam-se

- O fuso acromático forma-se, após a divisão do centrossoma.

- Os cromossomas dirigem-se para a placa equatorial, presos pelo centrómero às fibras do fuso acromático

 

Metafáse II

- Os cromossomas dispõem-se na placa equatorial, equidistantes dos pólos e sempre presos pelo centrómero às fibras do fuso acromático

 

Anafáse II

- Ocorre a divisão do centrómero e dá-se a ascensão polar, isto é, os cromatídeos do mesmo cromossoma separam-se para pólosopostos.

 

Telofáse II

- Os cromossomas atingem os pólos e iniciam a sua desespiralização, tornando-se finos, longos e invisíveis ao microscópio.

-  Desorganiza-se o fuso acromático e diferenciam-se os nucléolos e as membranas nucleares, formando-se quatro núcleos haplóides (n)

Caso não tenha ocorrido citocinese na telofase I, o citoplasma divide-se nesta fase, originando quatro células-filhas haplóides

 

Fecundação

 

È através da fecundação que os seres, que se reproduzem sexualmente, repõem o número de cromossomas normal para

a espécie, que antes tinha sido reduzido pela meiose a metade.

A união dos gâmetas durante a fecundação é um fenómeno aleatório. Este facto contribui para um aumento da variabilidade genética da descendência.

Algum tempo após a fecundação verifica-se no ovo a primeira mitose, à qual se seguem outras, que irão levar ao aparecimento de um indivíduo com as características típicas da espécie em questão.

 

 



publicado por rjfragoso às 23:09 | link do post | comentar | favorito

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