Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

A teoria mais importante de Charles Darwin, a evolução por selecção natural, reúne factos biológicos num todo coerente. A criação em cativeiro de pombos de luxo como os da raça Jacobin serviu de analogia para a selecção natural em estado selvagem. O rato-toupeira-africano-nu mostra como os mamíferos podem evoluir de maneira a gerar operários especializados e rainhas.

A evolução por selecção natural, conceito fundamental proposto por Charles Darwin, é uma teoria: uma teoria sobre as origens da adaptação, complexidade e diversidade dos seres vivos que habitam a Terra. Quem seja céptico por natureza, pouco habituado à terminologia científica e desconhecedor das provas irrefutáveis, poderá mesmo sentir-se tentado a afirmar que se trata “apenas” de uma teoria. Nesse sentido, há quem argumente que a relatividade, tal como descrita por Albert Einstein, é “apenas” uma teoria. A noção de que a Terra orbita em torno do Sol, e não o contrário, proposta por Copérnico em 1543, é uma teoria. A deriva continental é uma teoria. E o que dizer da existência, estrutura e dinâmica dos átomos? Teoria atómica. A própria electricidade é uma construção teórica que implica os electrões, minúsculas unidades de massa carregada que nunca ninguém viu. Todas estas teorias são explicações confirmadas a um tal ponto pela observação e pela experiência que os especialistas conhecedores as aceitam como factos. É a isso que os cientistas se referem quando usam a palavra teoria: não se trata de especulação sonhadora e pouco fiável, mas de uma afirmação explicativa compatível com as provas existentes: por isso, aderem a essa explicação com confiança, mas a título provisório, considerando-a a melhor visão disponível da realidade, pelo menos até que apareçam alguns dados seriamente contraditórios ou outra explicação melhor. (...) Há aliás mais pessoas, além dos defensores de uma interpretação literal das Escrituras, que não se convencem com a evolução. De acordo com uma sondagem norte-americana, realizada através de mais de mil chamadas telefónicas em Fevereiro de 2001, nada menos que 45% dos cidadãos adultos dos EUA entrevistados afirmaram que, no essencial, “Deus criou os seres humanos na sua forma basicamente presente, num tempo situado algures nos últimos dez mil anos, pouco mais ou menos”. No seu entender, a evolução não desempenhou qualquer papel na forma comofomos modelados. (...) O aspecto mais surpreendente dos dados deste inquérito não é a rejeição da evolução por parte de muitos norte-americanos, mas sim o facto de a decomposição estatística não ter mudado muito em duas décadas. Os entrevistadores do instituto Gallup propuseram exactamente as mesmas alternativas em 1982, 1993, 1997 e 1999. A convicção criacionista (segundo a qual só Deus, e não a evolução, deu origem aos seres humanos) nunca recebeu menos de 44% dos votos. Por outras palavras, quase metade da população dos EUA prefere acreditar que Charles Darwin errou. Uma sondagem conduzida no nosso site em Setembro demonstrou que os inquiridos portugueses revelam muito mais confiança na teoria da evolução darwiniana. De uma amostra de 751 votos, no início de Outubro, 577 (77%) consideraram mais credível a percepção de Charles Darwin. A teoria criacionista recebeu apenas 174 votos (23%).

 

In. National Geographic NOVEMBRO 2004


publicado por rjfragoso às 18:55 | link do post | comentar | favorito

O desenvolvimento de sistemas de classificação para ordenar a grande diversidade de seres vivos conduziu à necessidade de estudar as semelhanças morfológicas. Desta forma, surgiu a Anatomia Comparada.

 

 

Animais aparentemente diferentes apresentam semelhanças anatómicas, o que sugere a existência de um ancestral comum, com um plano estrutural idêntico ao apresentado por todos os seres vivos que dele terão derivado.

A Anatomia Comparada tem fornecido dados que apoiam o Evolucionismo, revelando a existência de órgãos homólogos, análogos e vestigiais nos indivíduos estudados.


Órgãos ou estruturas homólogas:

 

- função diferente

- plano estrutural semelhante

- mesma posição

- origem embriológica idêntica

 

A homologia é interpretada como resultado da selecção natural efectuada sobre indivíduos que conquistaram meios ambientais diferentes.


 Evolução divergente, dado que se verifica a divergência de organismos a partir de um grupo ancestral comum que colonizou diferentes habitats e, por isso, sofreu pressões selectivas distintas.

A selecção natural operada sobre as estruturas originais selecciona aquelas que permitem uma melhor adaptação dos indivíduos ao habitat colonizado.

 

Ex.: membros anteriores do esqueleto do cavalo, morcego, homem, ave, gato e baleia; sistema nervoso central de um peixe cartilagíneo, peixe ósseo, réptil, mamífero inferior, mamífero superior.

 

 

As estruturas homólogas permitem construir séries filogenéticas, que traduzem a evolução dessas estruturas em diferentes organismos.

 

 Órgãos ou estruturas análogas:

 

- estrutura e origem embriológica diferente

- mesma função

Terão resultado de pressões selectivas idênticas sobre indivíduos de diferentes grupos, que conquistaram meios semelhantes.

 

 

 Evolução convergente – os indivíduos têm origens distintas; contudo, quando sujeitos a condições ambientais semelhantes, foram seleccionados os que apresentavam estruturas que, embora anatomicamente diferentes, desempenhavam funções semelhantes.

Ex.: cauda da baleia e barbatana caudal dos peixes; asas dos insectos e das aves; caules e folhas dos cactos e das eufórbias.

 

Òrgãos ou estruturas vestigiais:

 

São órgãos atrofiados, que não apresentam uma função evidente nem importância fisiológica num determinado grupo de seres vivos.

Porém, noutros grupos, estes órgãos podem apresentar-se bem desenvolvidos e com significado fisiológico, isto é, funcionais.

A existência de órgãos vestigiais pressupõe a existência de um ancestral comum.

 

Ex. de órgãos vestigiais no Homem:

- caninos, apêndice, músculos das orelhas, cóxis (evolução regressiva)

 



publicado por rjfragoso às 15:36 | link do post | comentar | favorito

Charles Robert Darwin foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual. Esta teoria se desenvolveu no que é agora considerado o paradigma central para explicação de diversos fenômenos na Biologia. Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1859.

In Wikipedia

Viagem do Beagle

Darwinismo -  Teoria da selecção natural

 

- os indivíduos de uma determinada espécie apresentam variabilidade das suas características (cor, forma, tamanho, etc.)

 

- as populações têm tendência a crescer segundo uma progressão geométrica, produzindo mais descendentes do que aqueles que

acabam por sobreviver

 

- entre os indivíduos de uma determinada população estabelece-se uma luta pela sobrevivência, devido à competição pelo alimento,

pelo espaço e outros factores ambientais. Assim, em cada geração, um número significativo de indivíduos é eliminado

 

- alguns indivíduos apresentam características que são favoráveis à sua sobrevivência nomeio em que se encontram. Os indivíduos

que não apresentarem características vantajosas, resultantes da variação natural, vão sendo progressivamente eliminados. Assim, ao

longo de gerações, a Natureza selecciona os indivíduos mais bem adaptados às condições ambientais, ocorrendo a sobrevivência dos

mais aptos

 

- os indivíduos detentores de variações favoráveis e. por isso mais bem adaptados, vivem durante mais tempo, reproduzem-se mais

e, assim, as suas características são transmitidas à geração seguinte

 

- a reprodução diferencial permite, assim, uma lenta acumulação de determinadas características que, ao fim de várias gerações,

conduz ao aparecimento de novas espécies

Darwin nunca conseguiu explicar a razão para as variações das características entre os indivíduos de uma população.

 



publicado por rjfragoso às 15:16 | link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

O Lamarckismo era uma teoria defendida por Lamarck  que explica a diversidade específica através da lei do uso e do desuso e da transmissão

dos caracteres adquiridos.

 

Lei do uso e desuso: A necessidade de se adaptarem às condições ambientais conduziria ao desenvolvimento ou ao atrofio de determinados órgãos, dependendo uso ou do desuso dos mesmos.

 

Lei da transmissão dos caracteres adquiridos: Estas modificações permitiram aos indivíduos uma melhor adaptação ao meio, sendo transmitidas à descendência.

 

 

Causa responsável pela evolução dos seres vivos: ambiente e as necessidades dos indivíduos

Lamarck admitia que os seres vivos têm um impulso interior que lhes permite adaptarem-se ao meio quando pressionados por alguma necessidade imposta pelo ambiente.

 

No entanto, actualmente esta teoria já não é aceite, dado que surgiram argumentos a refutá-la, tais como:

 

- A herança dos caracteres adquiridos não se verifica experimentalmente

 

- A não Transmissão das Características somáticas é bem visível no nosso dia-a-dia. O filho de um pai de porte musculado não irá, necessariamente, possuir um porte também musculado. As modificações provenientes do uso e desuso dos órgãos são adaptações individuais somáticas, não transmissíveis, que não devem ser confundidas com as adaptações evolutivas, as quais implicam sempre modificação genética.

 



publicado por rjfragoso às 23:01 | link do post | comentar | favorito

Quando o Homem se começou a dar conta dos seres vivos que o rodeavam, tornou-se necessário explicar o aparecimento destes, bem como o seu próprio aparecimento. Foi então que surgiram algumas teorias cujo objectivo era explicar o surgimento e desenvolvimento das espécies vivas.

 

A Criação de Adão,
Michelangelo Buonarroti

Como se sabe, segundo algumas crenças, existe uma ou várias entidades todo-poderosas responsáveis pela criação de tudo o que conhecemos. Estas crenças, bem como a aparente ideia de que os animais, geração após geração, permanecem imutáveis, levaram ao aparecimento do princípio, que durante muitas centenas de anos foi tido como certo, de que a entidade toda poderosa era perfeita, pelo que tudo o que criava teria de ser perfeito também. Assim, surgiu a teoria

fixista.

 

Fixismo: Esta teoria pretende explicar o surgimento das espécies, afirmando que estas surgiram sobre a Terra, cada qual já adaptada ao ambiente onde foi criada, pelo que, uma vez que não havia necessidade de mudanças, as espécies permaneciam imutáveis desde que surgiram. Deste modo, e de acordo com esta teoria, não haveria um ancestral comum.

 

 

 

Podemos resumir assim, o fixismo a três pontos essenciais:

- seres vivos são imutáveis

- espécies originadas tal e qual como são na actualidade

- a explicação para a origem das espécies radicava no criacionismo´

 

Segundo esta teoria, os seres vivos foram originados por criação divina que implica perfeição e estabilidade

Além do criacionismo, dentro do fixismo surgiu ainda outra teoria para explicar o surgimento das espécies:

 

Geração espontânea

Esta teoria, afirmava que as espécies surgem por geração espontânea, ou seja, existiam diversas fórmulas que dariam origem às diferentes espécies. Isto é, segundo ele, os organismos podem surgir a partir de uma massa inerte segundo um princípio activo. (Por exemplo, nascer um rato da combinação de uma camisa suja e de um pouco de milho).

 



publicado por rjfragoso às 22:24 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Os organismos unicelulares não podem aumentar indefinidamente o seu tamanho. À medida que auamenta de tamanho, o volume interior de uma célula aumenta, o que provoca o aumento correspondente do seu metabolismo celular. Este aumento do metabolismo exige o aumento das trocas de matérias com o exterior, para garantir os níveis mais altos de metabolismo. No entanto, existe uma barreira física ao aumento do tamanho das células, porque ao aumento do volume das células corresponde um aumento muito pequeno da superfície da membrana citoplasmatica em contacto com o meio extra-celular. O metabolismo celular depende, assim da razão da superfície da membrana entre a superfície externa da célula e o seu volume.

Face á impossibilidade e aumentarem indefinidamente o seu volume, os seres vivos unicelulares seguiram outras vias evolutivas que haveriam de originar a organização em colónias e posteriormente a pluricelularidade. A associação de seres unicelulares em estruturas maiores e nais complexas -  colónias – bem como o aparecimento de seres pluricelulares vieram permitir o aumento, mantendo elevada a superfície de contacto das células com o seu exterior. Desta forma, garantida a eficácia das trocas e a eficiência do seu metabolismo, o processo evolutivo pôde prosseguir no sentido do aumento de volume do organismo.

A alga volvox é um ser colonial constituído por uma esfera oca de células biflageladas mergulhadas numa matriz gelatinosa que as une. Os flagelos estão localizados para o exterior da esfera e permitem o movimento da colónia.


As células mantêm a sua independência, apesar de existirem ligações citoplasmáticas entre elas. Algumas células têm função reprodutiva, o que indicia uma incipiente especialização celular. Apesar deste aumento gradual de complexidade e de interligação entre as suas células os organismos coloniais não constituem seres pluricelulares, uma vez que a diferenciação celular não existe. Admite-se que os primeiros seres multicelulares tenham surgido na sequência de um aumento de complexidade e diferenciação celular nos seres coloniais. Colónias semelhantes ao volvox, poderão, por esta via, ter dado origem ás algas verdes multicelulares. O elevado grau de interligação entre as células e a diferenciação celular abriram o caminho ao aparecimento dos tecidos e dos órgãos que caracterizam a maioria dos seres multicelulares

 

O aparecimento da multicelularidade permitiu uma série de tendências evolutivas que acabaram por conferir vantagens aos respectivos organismos como por ex:

 

- a diferenciação celular, com a especialização no desempenho e de determinadas funções;

 

- a diminuição da taxa metabólica e utilização mais eficaz da energia.

 

- o aparecimento de seres maiores que mantém a constante relação superfície/volume das suas células.

 

- uma maior diversidade de formas que conduziu a uma melhor adaptação dos diferentes meios

- uma maior autonomia em relação ao meio externo dado que os sistemas de órgãos garantem que o meio interno mantenha um maior equilíbrio face ás flutuações do meio externo.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por rjfragoso às 01:54 | link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

A origem da Vida parece ter ocorrido há cerca de 3400 M.a., quando o nosso planeta já teria 1000 ou 1500 M.a. de idade. A célula conserva em si, a nível da sequência de aminoácidos, proteínas ou bases nucleotídicas, diversas marcas do seu passado, pois cada gene de uma célula actual é uma cópia de um gene muito antigo, ainda que com alterações. 

Este é o motivo porque se considera a existência de um ancestral comum entre organismos que apresentem grande número de nucleótidos ou proteínas comuns.

Existem três modelos em discussão para explicar o surgimento de células eucarióticas a partir de células procárioticas, no entanto só explicarei dois, dado que o terceiro modelo é composto por os pontos fortes dos outros dois.

 

Modelo autogénico

 

Segundo o modelo autogénico , algumas células procarioticas ter-se-iam tomado progressivamente mais complexas. Prolongamentos da menbrana citoplasmática deslocaram-se para o interior do citoplasma, originando compartimentos, separados do resto do hialoplasma, que viriam a constituir os organelos celulares.

Como resultado dessa compartimentação foi possível ás células fazer uma divisão interna das suas funções.

Os defensores deste modelo sugerem que o primeiro compartimento a surgir dentro da célula foi o invólucro nuclear, o que permitiu a individualização do material genético no interior do núcleo. Como resultado do aumento do número de organelos celulares, estas células sofreram um aumento de tamanho acentuado.

 

Modelo endossimbiótico

 

O modelo endossimbiótico, actualmente o masi aceite, parte de uma característica típica de muitos seres vivos, a necessidade de viveram associados a outros seres vivos durante períodos mais ou menos longos do seu ciclo de vida. Assim o modelo admite que as células procarioticas primitivas estabeleceriam múltiplas associações entre si.

Algumas dessas células predadoras, por processos idêntico aos da fagocitose, ingeriam cianobactérias.

Umas vez no interior do citoplasma, algumas de entre elas não seriam digeridas e começariam a fornecer á célula hospedeira matéria orgânica resultante da sua actividade fotossintética e a receber em troca proteção,água e minerais necessários á fotossíntese.

Lentamente, entre estes dois seres associados, foi-se estabelecendo uma relação de simbiose, com proveito mutuo, que gradualmente  tornou essas duas células uma estrutura indissociável e os dois seres dependentes da relação e incapazes de sobreviver separados. A célula da cianobactéria daria assim origem aos cloroplastos.

     

Várias evidencias parecem confirmar este modelo. De entre elas, salientam-se

 

- as mitocôndrias e os cloroplastos possuem membrana dupla;

- mitocôndrias e os cloroplastos possuem o seu próprio ADN

- Tanto os cloroplastos como as mitocôndrias dividem-se de forma independente do resto da célula eucariótica

- ambos os organelos possuem ribossomas idênticos aos que existem nos seres procariontes.

 

Apesar, disto há muitos aspectos da organização eucariótica para os quais este modelo ainda não apresenta respostas consensuais, nomeadamente, a origem do núcleo e dos restantes organelos menbranares.

 

 



publicado por rjfragoso às 01:43 | link do post | comentar | favorito

O ser humano reproduz-se exclusivamente de forma sexuada.

- a meiose ocorre durante a formação dos gâmetas que, quando se unem (através da fecundação), dão origem a um zigoto diplóide;

- o zigoto divide-se mitoticamente originando um indivíduo pluricelular diplonte.

 



publicado por rjfragoso às 00:13 | link do post | comentar | favorito

O polipódio reproduz-se assexuada (por fragmentação vegetativa do rizoma) e sexuadamente.

Processo de reprodução sexuada do poliopódio:

 

 

- durante a época de reprodução, desenvolvem-se soros na

página inferior das folhas. Os soros são grupos de esporângios

(estruturas pluricelulares que, quando jovens, contêm células-mãe

de esporos);

- durante o processo reprodutivo, as células-mãe dos esporos

contidas nos esporângios sofrem meiose, originando esporos;

- os esporângios rompem-se, libertando os esporos;

- os esporos caem na terra e germinam _ cada um deles origina uma estrutura designada protalo;

- o protalo é um gametófito que possui anterídeos, onde se formam anterozóides, e arquegónios, onde se formam oosferas;

- os anterozóides nadam até aos arquegónios, nos quais se vão fundir com as oosferas;

- desta fecundação resulta um zigoto diplóide que, por mitoses sucessivas, origina um esporófito de vida independente.

 



publicado por rjfragoso às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

A espirogira é uma alga de agua doce.

 

Reproduz-se assexuadamente, por fragmentação, em condições favoráveis e, quando as condições são desfavoráveis, a espirogira reproduz-se sexuadamente.

Processo de reprodução sexuada da espirogira:

 

 

 

- Formam-se saliências nas células de dois filamentos que se encontram próximos;

- essas saliências crescem e entram em contacto;

- forma-se um canal (tubo de conjugação), por desagregação da parede no ponto de contacto;

- num dos filamentos, observa-se a condensação do conteúdo de cada célula, que se desloca pelo tubo de conjugação até à célula do outro filamento _ constitui o gâmeta dador; o conteúdo celular que se mantém imóvel constitui o gâmeta receptor;

- os conteúdos celulares fundem (fecundação), formando-se um zigoto diplóide em cada célula receptora;

- os filamentos desagregam-se, após a fecundação;

- quando as condições se tornam favoráveis ocorre uma meiose no zigoto, formando-se quatro núcleos haplóides;

- três destes núcleos degeneram, ficando a célula com um único núcleo haplóide;

- a partir desta célula haplóide forma-se, por mitoses sucessivas, um novo filamento de espirogira.

 

 



publicado por rjfragoso às 23:41 | link do post | comentar | favorito

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