Domingo, 10 de Maio de 2009

ÁGUAS SUBTRRÂNEAS

A água subterrânea é um recurso geológico de extrema importância que constitui cerca de 0,6 do total de água que existe no Planeta.

A quantidade e a qualidade da mesma tem efeitos na sobrevivência e na saúde das populações humanas.

Cerca de 15% da água que precipita sobre a superfície da Terra infiltra-se no solo, por acção da gravidade, e origina a água subterrânea que preenche os aquíferos.

AQUÍFEROS

São formações geológicas subterrâneas capazes de armazenar agua e de permitir a sua circulacao e extracao de forma economicamente rentável.

As rochas que constituem os aquíferos apresentam características favoráveis de porosidade e permeabilidade.

Um bom aquífero é simultaneamente poroso e permeável, o que lhe permite armazenar e libertar a água.

São exemplos bons de aquíferos as areias, os cascalhos os arenitos, os conglomerados e os calcários fracturados.

 

POROSIDADE

È a percentagem do vovlume total da rocha ou dos sedimentos que é ocupado por espaçoes vazios, ou poros. A  porosidade constitui uma medida da capacidade da rocha em armazenar água.

Algumas rochas sedimentares, como arenitos e conglomerados, têm poros entre os grãos de minerais pelo que podem armazenar uma quantidade apreciável de água.

 

PERMEABILIDADE

È a capacidade das rochas transmitirem fluidos através dos poros ou fracturas.

As rochas permeáveis deixam-se atravessar facilmente pela água. A permeabilidade das rochas está relacionada com as dimensões dos poros e com a forma como se estabelece a comunicação entre eles.

 

 

NIVÈL HIDROESTÁTICO OU FREÁTICO – é a profundidade a partir da qual aparece a água. Corresponde ao nível atingindo pela água nos poços. Este nível á variável de região para região , e na mesma região varia ao longo do ano.

 

ZONA DE AERAÇÃO -  localiza-se entre a superfície do terreno e o nível hidroestático. Neste zona do terreno os poros entre as partículas do solo ou das rochas são ocupados por agua e ar.

 

ZONA DE SATURAÇÃO – tem como limite superior o nível hidroestático. Nesta zona, todos os poros da rocha estão completamente preenchidos por água.

 

A água subterrânea armazenada nos aquíferos é utilizada para beber e a sua escassez ou contaminação podem ter efeitos muito graves. As principais causa da diminuição de reversas da qualidade da água são:

  • Poluição térmica
  • Poluição agrícola
  • Poluição urbana
  • Poluição industrial
  • Poluição microbiológica
  • Actividade mineira
  • Sobreexploração dos aquíferos.

 



publicado por rjfragoso às 11:16 | link do post | comentar | favorito

A falta de água no concelho de Angra do Heroísmo pode agravar-se, segundo alertas recentes, apesar da situação ocorrida no ano passado ter servido para chamar a atenção dos responsáveis públicos para este problema.

 

Os últimos dados disponíveis indicam que a pluviosidade nos primeiros meses deste ano é 75 por cento inferior à registada em igual período do ano passado, o que originou uma quebra de 30 por cento nos caudais das nascentes.

 

Esta situação obrigou os serviços responsáveis a abrir novos furos de captação, para evitar a necessidade de cortes no abastecimento de água como os que ocorreram no ano passado.

 

Na última metade de 2008, segundo dados dos serviços municipalizados, o concelho de Angra do Heroísmo teve “menos 30 por cento de água disponível para distribuir”.

 

Na altura, os especialistas justificaram a falta de água com diversos factores, como os sucessivos rebentamentos em pedreiras ou os furos geotérmicos que poderão ter aberto fissuras nos aquíferos, nomeadamente o da zona do Cabrito.

 

Para além disso, outras situações, como falhas eléctricas nos sistemas de bombagem ou obras na via rápida entre Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, que provocaram rupturas nas condutas, terão levado ao desequilíbrio do sistema e à necessidade de efectuar cortes no abastecimento em várias freguesias do concelho.

 

Na mesma altura, Cota Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, doutorado em Hidrogeologia, surgiu a defender que a falta de água “se deveu ao prolongamento da época estival” e que, por isso, “seria pontual e não devia ser excessivamente empolada”.

 

Na perspectiva da oposição, este problema resultou da "falta de investimento" do executivo municipal socialista, segundo o PSD, ou do "desleixo e falta de fiscalização e planeamento", na opinião do CDS/PP.

Para enfrentar o problema, foi implementado um plano de cortes no abastecimento, aplicado por períodos de 24 horas alternados nas várias freguesias, tendo em vista equilibrar o abastecimento de água.

 

A pressão política e popular, que exige respostas concretas para o problema, levou os responsáveis camarários a procurar respostas junto de Lopo Mendonça, considerado um dos principais especialistas em Portugal na área dos recursos hídricos e lençóis de água.

Para este especialista, a situação resulta de factores um ano hidrológico muito seco, aliado a arroteamentos de terras junto das nascentes de água.

 

Concluiu o especialista que os arroteamentos junto da Caldeira de Guilherme Moniz-Pico Alto “são uma prática indesejável e prejudicial ao regime de águas”.

 

Perante estas preocupações, o secretário regional do Ambiente, Álamo Meneses, assegurou que seriam "proibidas" junto à caldeira as arroteias de terras, garantindo ainda a reposição da vegetação natural e, "tanto quanto possível", o fim das pastagens.

 

Nesse sentido, Álamo Menezes apresentou um plano de medidas para a correcta gestão do abastecimento de água na ilha Terceira, destinado a evitar rupturas e perdas de qualidade.

O plano assenta na “redução do risco de ruptura, no ordenamento do território, na protecção das origens da água e no fomento da gestão integrada dos recursos hídricos”.

 

Para o efeito, vai-se proceder à “abertura de novos furos de captação e ao aumento da capacidade de armazenamento, através de dois novos reservatórios", estando ainda previsto o "aumento da capacidade de tratamento de água e a melhoria da qualidade da água armazenada”.

 

Quanto à gestão integrada dos recursos hídricos da ilha, o executivo pretende efectuar a monitorização contínua das nascentes, além de construir duas novas lagoas artificiais e coordenar a captação de água entre os municípios de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória e o Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA).

Álamo Meneses garantiu ainda que a Câmara de Angra do Heroísmo tem a totalidade da sua rede operacional.

 

In: Destak.pt

 



publicado por rjfragoso às 03:19 | link do post | comentar | favorito

Sábado, 9 de Maio de 2009

RECURSOS GEOLÓGICOS

São os bens naturais existentes na crosta terrestre e que face ás suas concentrações num determinado local podem ser extraídos e utilizados em beneficio do Homem.

Podemos dividir os recursos geológicos em renováveis e não renováveis.

RECURSOS RENOVÀVEIS

São gerados na natureza a uma taxa igual ou superior daquela que são consumidos.

RECURSOS NÃO RENOVÁVEIS

São gerados na natureza a um ritmo muito mais lento do que aquele a que são consumidos pelo Homem. São por isso recursos limitados que acabarão por se esgotar.

Os recursos geológicos não são renováveis, com excepção da água e do calor interno da Terra.

RECURSOS ENERGÉTICOS

Fundamentais, desde sempre para as diversas actividades do ser humano.

O desenvolvimento das sociedades industrializadas e tecnológicas fez crescer, de forma exponencial, o consumo de energia.

A maior parte da energia consumida pelas sociedades actuais é proveniente dos combustíveis fósseis.

 

COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

O carvão, o petróleo e o gás natural são recursos energéticos não renováveis  e que se aproximam rapidamente do esgostamento.

A energia que conte está armazenada nas ligações químicas de compostos orgânicos sujeitos a complexas transformações ao longo de grandes períodos de tempo.

O carvão é principalmente utilizado em centrais termoeléctricas para a produção de energia eléctrica. O petróleo e o gás natural são utilizados como combustíveis. O petróleo tem, ainda numerosas utilizações industriais.

PROBLEMAS AMBIENTAIS

A queima de combustíveis fosseis liberta para a atmosfera dióxido de enxofre, que combinar-se com o vapor de água, dá origem a ácido sulfúrico, o qual precipita como chuva acida. A chuva ácida baixa pH do solo e dos cursos de água provocando a morte de organismos e os desequilíbrios dos ecossistemas.

A queima de combustíveis fossies liberta grandes quantidades de C02 para atmosfera. O aumento do CO2 na atmosfera contribui para o aumento do efeito de estufa e, consequentemente, par ao aquecimento global da Terra.

 

ENERGIA NUCLEAR

A produção de energia nuclear baseia-se na fissão controlada do elemento urânio em reactores nucleares.

Esta reacção liberta grandes quantidades de energia sob a forma de calor, esse calor é utilizado na vaporização da água que por sua vez é usada para a produção de energia eléctrica.

DESVANTAGENS

  • Risco de acidentes com fuga de radiações
  • Produção de resíduos radioactivos que levantam sérios problemas de tratamento e armazenamento
  • Poluição térmica da água
  • Risco de acções terroristas

ENERGIA GEOTÉRMICA

O calor interno da Terra constitui uma fonte que pode ser concentrada facilmente.

Quando existe um fonte de magma relativamente próxima da superfície da Terra, verifica-se o aquecimento de fluidos, geralmente a água que se localiza em rochas porosas ou em fracturas.

A água quente pode ser aproveitada na produção de energia

A energia geotérmica não é poluente e é renovável, na medida em que a sua fonte permanece longos períodos de tempo ( uma câmara magmática pode demorar milhares de anos a arrefecer).

No entanto, é um tipo de energia que apenas pode ser aproveitada em locais com determinadas características.

Em Portugal, há produção de energia geotérmica de alta entalpia no arquipélago do Açores e de baixa entalpia em centros termais no território continental.

(clique aqui para saber mais sobre o geotermismo nos AÇORES)

RECURSOS MINERAIS

Incluem numerosos materiais utilizados pelo Homem e que foram concetrados, muito lentamente, por uma variedade de processos geológicos.

Os recursos minerais podem classificar-se em metálicos e não metálicos.

Os elementos químicos como o ferro, cobre, prata, ouro, etc, encontram-se distribuídos na crosta terrestre fazendo parte da constituição de vários materiais em associações diversas com outros elementos.

Chama-se clarke á concentração média de um determinado elemento químico na crosta terrestre e exprime-se em ppm ou g/ton.

 

RECURSOS MINERAIS METÀLICOS

Um jazigo mineral é um local no qual um determinado elemento químico existe numa concentração muito superior ao seu clarke .

Num jazigo mineral chama-se minério  ao material que é aproveitável, e que tem intresse económico, e ganga ou esteril ao material sem valor económico que esta associado ao minério.

A ganga é geralmente acumulada em escombreiras, que são depósitos superficiais junto as explorações minerais. As escombreiras causam poluição visual, aumenta o risco de deslocamento de terreno e podem conter substancias tóxicas que poluem o solo e a água.

 

 

RECURSOS MINERAIS NÃO METÁLICOS

Considera-se recursos minerais não metálicos materiais como cascalho areais e rochas.

São materiais abundantes, que geralmente não atingem preços elevados.(com excepção das pedras preciosas) e que , por essas razões, provêm de fontes locais

 

 

 

 

 

 



publicado por rjfragoso às 21:11 | link do post | comentar | favorito

METAMORFISMO

Processo da dinâmica interna através do qualquer tipo de rocha experimenta um conjunto de transformações mineralógicas e estruturais, mantendo-se, no estado sólido, sob a influência de factores de metamorfismo como tensões e elevadas temperaturas.

 

FACTORES DE METAMORFISMO

A grande diversidade de rochas metamórficas relaciona-se com as condições presentes na sua génese – os factores de metamorfismo, como o calor, tensão, fluidos e tempo.

 

CALOR

A partir de 200 ºC, o calor interno da Terra altera a composição mineralógica e a textura das rochas.

Estabelecem-se novas ligações atómicas, surgem novas redes cristalinas, ou seja, novos minerais.

TENSÃO

No interior da Terra as rochas são sujeitas a dois tipos de tensão.

 

Tensão litostática – resulta do peso da massa rochosa suprajacente; a partir de 3 Km de profundidade exerce-se igualmente em todas as direcções; faz diminuir o volume da rocha durante a metaforização, aumentado a densidade dos minerais.

Tensão não litostática – resulta de forças tectónicas (compreensivas, distensivas, ou de cisalhamento); produzem uma orientação preferencial de certos minerais.

 

FLUIDOS

Durante o processo metamórfica as rochas podem estar em contacto com fluidos circulantes, que reagem com elas alterando a sua composição química e mineralógica.

 

 

METAMORFISMO DE CONTACTO

Metamorfismo termodinâmico que afecta grandes extensões da crosta e está, em geral associado á génese de cadeias montanhosas quer em zonas de colisão de placas continentais, quer em zonas de subducção.

Rochas como a ardósia, filito, micaxisto e gnaisse resultam deste tipo de metamorfismo.

 

METAMORFISMO REGIONAL

Metamorfismo experimentado pelas rochas adjacentes a uma intrusão magmática (formando-se uma aureola de metamorfismo)

O tipo de rocha encaixante, a quantidade de fluidos e a temperatura são factores determinantes do tipo de rocha metamórfica resultante.

Rochas como corneana, quartzito e mármore resultam deste tipo de metamorfismo.

 

 

TEXTURA

A textura das rochas metamórficas é determinada pelo tamanho, forma e arranjo dos seus minerais.

As rochas metamórficas apresentam dois tipos principais de textura – textura foliada e textura não foliada.

O xisto argiloso, ardósia, filito, xito ou micaxisto e gnaisse são exemplos de rochas metamórficas foliadas.

A corneana, quartzito e mármore são exemplos de rochas metamórficas não foliadas.

 

FOLIAÇÃO

Propriedade das rochas metamórficas, resultante do alinhamento preferencial de certos minerais, sob a acção de tensões não litostàticas, originando estruturas planares que se orientam segundo planos paralelos de modo penetrativo por toda a rocha.

A clivagem xistensa, xistosidade e bandado gnaissico são três tipos de foliaçao característicos de rochas de baixo, médio e alto grau de metamorfismo respectivamente.

 

 

CLIVAGEM XISTENSA

Foliação característica de rochas de baixo grau como resultado da orientação paralela de certos minerais face a forças compressivas, originando fissilidade evidente na rocha.

Isto permite que a rocha se divida em laminas mais ou menos paralelas sendo lisas ao tacto.

 

XISTOSIDADE

Foliação característica de rochas de metamorfismo de médio grau  em que as superfícies de fissilidade se apresentam mais brilhantes e irrgulares deivod ao maior desenvolvimento dos minerais micáceos.

 

BANDO GNAISSICO

Tipo particular de foliação, em que as rochas originadas em metamorfismo de alto grau em que os minerais de cor clara são segregados dos minerais lamelares produzindo um bandado característico. A fissilidade destas rochas é reduzida.

 

 



publicado por rjfragoso às 20:37 | link do post | comentar | favorito

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