Sábado, 9 de Maio de 2009

RECURSOS GEOLÓGICOS

São os bens naturais existentes na crosta terrestre e que face ás suas concentrações num determinado local podem ser extraídos e utilizados em beneficio do Homem.

Podemos dividir os recursos geológicos em renováveis e não renováveis.

RECURSOS RENOVÀVEIS

São gerados na natureza a uma taxa igual ou superior daquela que são consumidos.

RECURSOS NÃO RENOVÁVEIS

São gerados na natureza a um ritmo muito mais lento do que aquele a que são consumidos pelo Homem. São por isso recursos limitados que acabarão por se esgotar.

Os recursos geológicos não são renováveis, com excepção da água e do calor interno da Terra.

RECURSOS ENERGÉTICOS

Fundamentais, desde sempre para as diversas actividades do ser humano.

O desenvolvimento das sociedades industrializadas e tecnológicas fez crescer, de forma exponencial, o consumo de energia.

A maior parte da energia consumida pelas sociedades actuais é proveniente dos combustíveis fósseis.

 

COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

O carvão, o petróleo e o gás natural são recursos energéticos não renováveis  e que se aproximam rapidamente do esgostamento.

A energia que conte está armazenada nas ligações químicas de compostos orgânicos sujeitos a complexas transformações ao longo de grandes períodos de tempo.

O carvão é principalmente utilizado em centrais termoeléctricas para a produção de energia eléctrica. O petróleo e o gás natural são utilizados como combustíveis. O petróleo tem, ainda numerosas utilizações industriais.

PROBLEMAS AMBIENTAIS

A queima de combustíveis fosseis liberta para a atmosfera dióxido de enxofre, que combinar-se com o vapor de água, dá origem a ácido sulfúrico, o qual precipita como chuva acida. A chuva ácida baixa pH do solo e dos cursos de água provocando a morte de organismos e os desequilíbrios dos ecossistemas.

A queima de combustíveis fossies liberta grandes quantidades de C02 para atmosfera. O aumento do CO2 na atmosfera contribui para o aumento do efeito de estufa e, consequentemente, par ao aquecimento global da Terra.

 

ENERGIA NUCLEAR

A produção de energia nuclear baseia-se na fissão controlada do elemento urânio em reactores nucleares.

Esta reacção liberta grandes quantidades de energia sob a forma de calor, esse calor é utilizado na vaporização da água que por sua vez é usada para a produção de energia eléctrica.

DESVANTAGENS

  • Risco de acidentes com fuga de radiações
  • Produção de resíduos radioactivos que levantam sérios problemas de tratamento e armazenamento
  • Poluição térmica da água
  • Risco de acções terroristas

ENERGIA GEOTÉRMICA

O calor interno da Terra constitui uma fonte que pode ser concentrada facilmente.

Quando existe um fonte de magma relativamente próxima da superfície da Terra, verifica-se o aquecimento de fluidos, geralmente a água que se localiza em rochas porosas ou em fracturas.

A água quente pode ser aproveitada na produção de energia

A energia geotérmica não é poluente e é renovável, na medida em que a sua fonte permanece longos períodos de tempo ( uma câmara magmática pode demorar milhares de anos a arrefecer).

No entanto, é um tipo de energia que apenas pode ser aproveitada em locais com determinadas características.

Em Portugal, há produção de energia geotérmica de alta entalpia no arquipélago do Açores e de baixa entalpia em centros termais no território continental.

(clique aqui para saber mais sobre o geotermismo nos AÇORES)

RECURSOS MINERAIS

Incluem numerosos materiais utilizados pelo Homem e que foram concetrados, muito lentamente, por uma variedade de processos geológicos.

Os recursos minerais podem classificar-se em metálicos e não metálicos.

Os elementos químicos como o ferro, cobre, prata, ouro, etc, encontram-se distribuídos na crosta terrestre fazendo parte da constituição de vários materiais em associações diversas com outros elementos.

Chama-se clarke á concentração média de um determinado elemento químico na crosta terrestre e exprime-se em ppm ou g/ton.

 

RECURSOS MINERAIS METÀLICOS

Um jazigo mineral é um local no qual um determinado elemento químico existe numa concentração muito superior ao seu clarke .

Num jazigo mineral chama-se minério  ao material que é aproveitável, e que tem intresse económico, e ganga ou esteril ao material sem valor económico que esta associado ao minério.

A ganga é geralmente acumulada em escombreiras, que são depósitos superficiais junto as explorações minerais. As escombreiras causam poluição visual, aumenta o risco de deslocamento de terreno e podem conter substancias tóxicas que poluem o solo e a água.

 

 

RECURSOS MINERAIS NÃO METÁLICOS

Considera-se recursos minerais não metálicos materiais como cascalho areais e rochas.

São materiais abundantes, que geralmente não atingem preços elevados.(com excepção das pedras preciosas) e que , por essas razões, provêm de fontes locais

 

 

 

 

 

 



publicado por rjfragoso às 21:11 | link do post | comentar | favorito

METAMORFISMO

Processo da dinâmica interna através do qualquer tipo de rocha experimenta um conjunto de transformações mineralógicas e estruturais, mantendo-se, no estado sólido, sob a influência de factores de metamorfismo como tensões e elevadas temperaturas.

 

FACTORES DE METAMORFISMO

A grande diversidade de rochas metamórficas relaciona-se com as condições presentes na sua génese – os factores de metamorfismo, como o calor, tensão, fluidos e tempo.

 

CALOR

A partir de 200 ºC, o calor interno da Terra altera a composição mineralógica e a textura das rochas.

Estabelecem-se novas ligações atómicas, surgem novas redes cristalinas, ou seja, novos minerais.

TENSÃO

No interior da Terra as rochas são sujeitas a dois tipos de tensão.

 

Tensão litostática – resulta do peso da massa rochosa suprajacente; a partir de 3 Km de profundidade exerce-se igualmente em todas as direcções; faz diminuir o volume da rocha durante a metaforização, aumentado a densidade dos minerais.

Tensão não litostática – resulta de forças tectónicas (compreensivas, distensivas, ou de cisalhamento); produzem uma orientação preferencial de certos minerais.

 

FLUIDOS

Durante o processo metamórfica as rochas podem estar em contacto com fluidos circulantes, que reagem com elas alterando a sua composição química e mineralógica.

 

 

METAMORFISMO DE CONTACTO

Metamorfismo termodinâmico que afecta grandes extensões da crosta e está, em geral associado á génese de cadeias montanhosas quer em zonas de colisão de placas continentais, quer em zonas de subducção.

Rochas como a ardósia, filito, micaxisto e gnaisse resultam deste tipo de metamorfismo.

 

METAMORFISMO REGIONAL

Metamorfismo experimentado pelas rochas adjacentes a uma intrusão magmática (formando-se uma aureola de metamorfismo)

O tipo de rocha encaixante, a quantidade de fluidos e a temperatura são factores determinantes do tipo de rocha metamórfica resultante.

Rochas como corneana, quartzito e mármore resultam deste tipo de metamorfismo.

 

 

TEXTURA

A textura das rochas metamórficas é determinada pelo tamanho, forma e arranjo dos seus minerais.

As rochas metamórficas apresentam dois tipos principais de textura – textura foliada e textura não foliada.

O xisto argiloso, ardósia, filito, xito ou micaxisto e gnaisse são exemplos de rochas metamórficas foliadas.

A corneana, quartzito e mármore são exemplos de rochas metamórficas não foliadas.

 

FOLIAÇÃO

Propriedade das rochas metamórficas, resultante do alinhamento preferencial de certos minerais, sob a acção de tensões não litostàticas, originando estruturas planares que se orientam segundo planos paralelos de modo penetrativo por toda a rocha.

A clivagem xistensa, xistosidade e bandado gnaissico são três tipos de foliaçao característicos de rochas de baixo, médio e alto grau de metamorfismo respectivamente.

 

 

CLIVAGEM XISTENSA

Foliação característica de rochas de baixo grau como resultado da orientação paralela de certos minerais face a forças compressivas, originando fissilidade evidente na rocha.

Isto permite que a rocha se divida em laminas mais ou menos paralelas sendo lisas ao tacto.

 

XISTOSIDADE

Foliação característica de rochas de metamorfismo de médio grau  em que as superfícies de fissilidade se apresentam mais brilhantes e irrgulares deivod ao maior desenvolvimento dos minerais micáceos.

 

BANDO GNAISSICO

Tipo particular de foliação, em que as rochas originadas em metamorfismo de alto grau em que os minerais de cor clara são segregados dos minerais lamelares produzindo um bandado característico. A fissilidade destas rochas é reduzida.

 

 



publicado por rjfragoso às 20:37 | link do post | comentar | favorito

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